Sufoco.

Me diz o que é o sufoco?

Com tantas sensações acabo me perdendo e não consigo entender nenhuma delas.
Observo ao redor. Leio, escuto e só tenho vontade de abaixar a cabeça e virar as costas. Não ligar mais pra nada disso. Só finjo.
E os ataques já nem doem mais, só chacoalham.
Eu aqui… Eles lá. Prefiro assim. Só falta conseguir.


Não faço nem questão de entender mais qualquer que seja a sensação, seja ela nova ou repetida, todas acabam do mesmo jeito. E sempre acham de voltar.


E não me chame pra nada! Aquela fase já passou…

[Quase se sente assim, se bagunça assim, não se entende nada que se escreve.]

Ansiedade.

No táxi, voltando pra casa, no horário de costume, relembrei um sentimento. Uma certa pressa, uma certa agonia, uma certa Ansiedade. Relembrei. Senti. Não existe. Ficou pra trás.
Cheguei em casa, vi, pensei no que falar. Calei. Senti de novo aquela ansiedade acompanhada de uma nostalgia triste e cheia de saudade. Lágrimas. Mentira! Não chorei. As lágrimas não caíram. Mas são salgadas e arderam por dentro.

Bem melhor que caíssem…
Caíssem todas!

Crazy.

Venha aqui baby
Você sabe que me deixa subindo pelas paredes
Com esse jeito de fazer tão bem as manhas que inventa
Parece que estamos fingindo mais do que fazendo amor
E sempre pareceu que você tinha alguém além de mim nos seus pensamentos
Garota, você tem que mudar o seu jeito louco
Me escute

Você está indo embora no trem das 7:30
E está indo para Hollywood
Garota você me fez perder a linha tantas vezes
Que parece que o que era mal ficou bom

Esse tipo de amor
Trasnforma um homem num escravo
Esse tipo de amor
Manda um homem para a sepultura
Eu vou enlouquecer, louco, baby, eu vou enlouquecer
Você me excita
Depois vai embora
Você me deixa Louco, louco, louco por você baby
O que eu posso fazer, querida
Eu me sinto como a cor azul…

Você guarda suas coisas e dizendo como é difícil

Me dizer que é hora de partir
Mas eu sei que você não está vestindo nada
Debaixo desse casaco e isso é só um show

(…)
Novos rumos. Acostumem-se!
Para algumas pessoas, um pouco de rigidez, de frieza, de distância, e principalmente…
De silêncio.

Para outras… (…) reticências, vírgulas e continuidade.

(…)

Novos rumos. Acostumem-se!

Para algumas pessoas, um pouco de rigidez, de frieza, de distância, e principalmente…

De silêncio.

Para outras…
(…) reticências, vírgulas e continuidade.

“Seria de novo o-que-dá-conselhos, o-que ampara, o-que-tem-mãos-para-todo-mundo? E seria possível voltar a um estágio anterior, já disperso em inúmeras passagens através de outros e outros estágios? Pois se já experimentara a maldade, a devassidão, a frieza, o cálculo, o vício, o cinismo, a agressão e experimentara não como formas de ser, nem como opções. Experimentá-los tinha sido simplesmente ser o que o caminho exigia que se fosse, não desvios, nem atalhos. Agora já não havia marcas, as marcas onde estavam?” [Caio Fernando Abreu]

Platônico.
“Mais do que eu deveria sentir.”

Platônico.

“Mais do que eu deveria sentir.”

Assim, repito, quando tivermos feito tudo para conseguir um amor, e falhado, resta-nos um só caminho… o de mais nada fazer…
(B)
com as “zámigas”, claro.

(B)

com as “zámigas”, claro.

Socorro.

Socorro, não estou sentindo nada
Nem medo, nem calor, nem fogo
Não vai dar mais pra chorar, nem pra rir
Socorro, alguma alma, mesmo que penada
Me entregue suas penas
Já não sinto amor, nem dor, já não sinto nada
Socorro, alguém me dê um coração
Que esse já não bate, nem apanha
Por favor, uma emoção pequena
Qualquer coisa
Qualquer coisa que se sinta
Em tantos sentimentos
Deve ter algum que sirva
Socorro, alguma rua que me dê sentido
Em qualquer cruzamento, acostamento, encruzilhada
Socorro, eu já não sinto nada, nada

Socorro - Arnaldo Antunes

Completei 20 anos e percebi que algumas coisas crescem e diminuem em  proporção as velas do bolo.Uma delas, é o próprio bolo. Este fica a  cada ano menor, até desaparecer durante alguns anos, ou décadas. Aí de  repete, você se vê frente a um bolão de 80 velas, recheado de cenoura,  de laranja, não mais de chocolate. E repleto de netos e bisnetos no  lugar de brigadeiros e salgadinhos.De repente os convidados mudam,  diminuem, aumentam. Isso é relativo ao que você plantou durante a vida.Mas  os amigos não crescem e nem diminuem em números. Estes permanecem. E  estão lá para representar alguns anos que passaram, as velas que foram  assopradas antes, e as vezes, até alguns outros amigos que já partiram.No  dia do seu aniversário, você percebe que sua cama não está mais cheia  de presentes. Que lá existe um livro, um caderno, e algumas apostilas.  Você ver que não tem pacotes pra desembrulhar, e sim, obrigações a  cumprir.Que aquela que “o dia é só teu”, não existe mais. Que você é  obrigado a tá disposto no outro dia. Que pessoas esperam coisas de  você, mesmo que o dia fosse pra ser “só teu”. Que a semana do seu  aniversário, não é mais tão empolgante. E o seu nome não está no mural  da classe com vários balões e cores ao redor.Você não apaga as tais  velas, você apaga um cigarro, e não bebe coca-cola e nem fanta, toma um  xícara de café.Fazer 20 anos é lembrar de duas décadas felizes e de  muito ter feito, e pensar no que poderia ter feito se tivesse uma  segunda chance, ou pior, no que poderia não ter feito.É pensar que  dos 15 pros 20 foi um pulo. E a tendência é o tempo encurtar, e os anos  ganharem cada vez mais força, e as unidades da década voarem a cada  movimento do ponteiro do relógio.É deitar a cabeça no travesseiro,  depois de meia noite, sem ter estourado o balão que cai doces e  brinquedinhos leves e coloridos, e sem aquele tumulto na hora da entrega  da lembrancinha.É não ver sua mãe e os demais arrumando a bagunça  do dia seguinte. É acordar no outro dia com 20 anos e ver tanta coisa  mudar e mesmo assim, continuar tudo sempre tão igual.17/05 -  23:37 pm

Completei 20 anos e percebi que algumas coisas crescem e diminuem em proporção as velas do bolo.
Uma delas, é o próprio bolo. Este fica a cada ano menor, até desaparecer durante alguns anos, ou décadas. Aí de repete, você se vê frente a um bolão de 80 velas, recheado de cenoura, de laranja, não mais de chocolate. E repleto de netos e bisnetos no lugar de brigadeiros e salgadinhos.
De repente os convidados mudam, diminuem, aumentam. Isso é relativo ao que você plantou durante a vida.
Mas os amigos não crescem e nem diminuem em números. Estes permanecem. E estão lá para representar alguns anos que passaram, as velas que foram assopradas antes, e as vezes, até alguns outros amigos que já partiram.
No dia do seu aniversário, você percebe que sua cama não está mais cheia de presentes. Que lá existe um livro, um caderno, e algumas apostilas. Você ver que não tem pacotes pra desembrulhar, e sim, obrigações a cumprir.
Que aquela que “o dia é só teu”, não existe mais. Que você é obrigado a tá disposto no outro dia. Que pessoas esperam coisas de você, mesmo que o dia fosse pra ser “só teu”. Que a semana do seu aniversário, não é mais tão empolgante. E o seu nome não está no mural da classe com vários balões e cores ao redor.
Você não apaga as tais velas, você apaga um cigarro, e não bebe coca-cola e nem fanta, toma um xícara de café.
Fazer 20 anos é lembrar de duas décadas felizes e de muito ter feito, e pensar no que poderia ter feito se tivesse uma segunda chance, ou pior, no que poderia não ter feito.
É pensar que dos 15 pros 20 foi um pulo. E a tendência é o tempo encurtar, e os anos ganharem cada vez mais força, e as unidades da década voarem a cada movimento do ponteiro do relógio.
É deitar a cabeça no travesseiro, depois de meia noite, sem ter estourado o balão que cai doces e brinquedinhos leves e coloridos, e sem aquele tumulto na hora da entrega da lembrancinha.
É não ver sua mãe e os demais arrumando a bagunça do dia seguinte. É acordar no outro dia com 20 anos e ver tanta coisa mudar e mesmo assim, continuar tudo sempre tão igual.

17/05 - 23:37 pm

Following
Credits